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Museu Jorge Vieira - Casa das Artes | Beja



O Museu Jorge Vieira integra parte do espólio artístico que o escultor Jorge Vieira doou à Câmara Municipal de Beja em 1994. Instalado, desde Maio de1995, num edifício do centro histórico da cidade, o Museu alberga um importante conjunto de esculturas, maquetas e desenhos da autoria de Jorge Vieira, artista plástico que marcou o percurso da arte portuguesa ao longo do século XX.
Jorge Ricardo da Conceição Vieira nasceu em Lisboa, a 16 de Novembro de1922. Entre 1944 e 1953 frequentou a Escola de Belas-Artes de Lisboa, onde começou por se matricular em arquitetura transitando depois para escultura. Foi aluno de Simões de Almeida e Leopoldo de Almeida e trabalhou nos ateliers de António Duarte, Francisco Franco e António Rocha. Participou em diversas tertúlias artísticas da época, juntamente com inúmeros vultos da cultura portuguesa, como Sena da Silva, Lagoa Henriques, Dias Coelho, João Abel Manta, entre outros. Em 1953 concorre ao Concurso Internacional de Escultura O Prisioneiro Político Desconhecido, promovido pelo Institute of Contemporary Arts, de Londres.
Entre mais de 2500 concorrentes, representando 54 países, foi o único português selecionado, expondo o seu trabalho, juntamente com os outros premiados, na Tate Gallery. Em 1954 instala-se em Londres para frequentar a Slade School of Fine Arts, trabalhando sob a orientação de Henry Moore, F. E. Mc’William e RegButler. Regressa a Portugal em 1956, onde retoma a sua atividade docente, participando, desde essa data, em inúmeras exposições coletivas e individuais, em Portugal e no estrangeiro, ganhando diversos prémios.
Tem obras suas em diversas cidades e coleções do país. A sua ligação a Beja fortalece-se em 1994, quando é inaugurado, numa rotunda acesso à cidade, o seu Monumento ao Prisioneiro Político Desconhecido, uma iniciativa do Município da cidade. É a partir do estreitar desta relação que o escultor decide doar parte do seu espólio à cidade de Beja. Jorge Vieira faleceu em Estremoz, em 1998. A colecção permanente pode ser visitada no primeiro piso do Museu. A receção, sala de exposições temporárias e sala de ateliês encontram-se no piso 0.

Contactos:
Museu Jorge Vieira/Casa das Artes
Rua do Touro, 33
7800-489 Beja
Telefone: 284 311 920

Horário:
De 3ª feira a Domingo das 09h30 às 12h30 e das 14h às 18h
Encerra à 2ª feira e dias feriado




De destacar a relação artística de Jorge Vieira com o "Primitivismo Arqueológico"
O Arqueologismo na Escultura de Jorge Vieira
Sara Navarro 
(Arte Teoria 2011/2012)

Núcleo Museológico da Rua do Sembrano | Beja


O Núcleo Museológico da Rua do Sembrano integra um conjunto de estruturas arqueológicas que permitem, apesar de se tratar de uma área restrita no conjunto do complexo urbano de Beja, entrever alguns momentos da história desta cidade e o modo como o espaço aqui foi evoluindo. 
As escavações arqueológicas, efetuadas durante as décadas de 80 e 90 do século XX, colocaram a descoberto vestígios que se estendem, cronologicamente, desde a Pré-História até à Época Contemporânea. 
Os mais antigos, alguns fragmentos cerâmicos, apontam para uma ocupação deste local que remonta ao Calcolítico, no 3.º milénio a.C.

Atividades: 
Exposições Temporárias. 
Visitas guiadas gratuitas, em português, inglês ou castelhano, marcadas com antecedência através do telefone 284 311 920.
Acessível a visitantes com mobilidade reduzida.
Contactos:
Rua do Sembrano/Largo de S. João, 7800 - Beja.
964934162
Horário:
3.ª feira a domingo, das 9h às 13h e das 14h às 18h.
Encerra às 2.ª feiras (1/1, 1/5, 25/12).
GPS
38º00’47’’88N, 7º51’49’’14W


Porto Torrão


Ferreira do Alentejo/Beja/Baixo Alentejo

100 hectares de povoado calcolítico, o maior identificado, até ao momento, no nosso país.

"A primeira fase da intervenção arqueológica, que teve lugar em 2008 sob a responsabilidade da empresa Neoépica, visou a avaliação das realidades a afectar pelos canais de rega previstos para o local. Estes trabalhos consistiram na decapagem mecânica e subsequente limpeza manual dos corredores e na definição e registo dos contextos arqueológicos identificados, a que acresceu a escavação manual de 11 sondagens de diagnóstico, compreendendo uma área total de cerca de 300 m2."

"Dado o elevado número de estruturas identificadas e o volume de materiais recolhidos, a segunda fase dos trabalhos, que correspondeu à escavação integral daquela área em 2009-10, foi levada a cabo simultaneamente por três equipas. À Neoépica coube a escavação dos sectores I e II, numa área de 900 m2, que incluem dois pares de troços de fossos e dezenas de estruturas negativas e positivas, incluindo fossas, lareiras, fornos, muros e pisos. Identificou-se ainda uma estrutura subterrânea entre duas linhas de fosso que poderia ter funcionado como entrada para o sítio."

"Os trabalhos de escavação levados a cabo pela empresa Archeo’Estudos incidiram no Sector III-Oeste, onde se identificaram estruturas na sua esmagadora maioria escavadas no substrato geológico local, com morfologia e dimensões diversas, a maioria das quais deverá ter servido como local de depósito de detritos, mas em que outras revelaram uma possível utilização como fornos e, em três casos, num momento mais tardio, como áreas de enterramentos primários. "

"De referir ainda a identificação neste sector de duas possíveis “cabanas” (a melhor preservada das quais de planta rectangular) e de uma estrutura negativa circular, de grandes dimensões, com uma coluna central que deverá ter permitido a colocação de uma cobertura para aquilo que terá sido um local de habitação."

"Os sectores III-Este, IV e VI, intervencionados pela empresa Crivarque, estão localizados em pontos distintos do sítio: o primeiro está na continuidade do Sector IIIOeste (portanto, na margem esquerda da Ribeira do Ouro) e os restantes na margem direita daquele curso de água. Em todos foram identificadas estruturas negativas. No Sector VI identificaram-se dois troços de fossos paralelos e, no Sector III-Este, um único troço, mas com uma grande complexidade estratigráfica que incluiu diferentes níveis de ocupação no seu interior, tais como estruturas de combustão, áreas de esquartejamento de animais e, na base, uma possível infra-estrutura para suporte de paliçada. As fossas estão presentes em todos os sectores, destacando-se em particular o Sector III-Este, onde existe também uma estrutura circular de grandes dimensões semelhante à referida acima."

Edia (2010) – 4.º Colóquio de Arqueologia do Alqueva – O Plano de Rega (2002-2010). Livro de resumos, p. 15-16.

Algumas das suas singularidades:



Base de Dados Endovélico (clic aqui)

Castro dos Ratinhos






Povoado fortificado do Bronze Final/1.ª Idade do Ferro
Beja/Moura (São João Baptista)/Alqueva

Acerca do sítio, clic aqui
Ficha de sítio do Endovélico aqui