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I Concurso de Fotografia da AAP




































Fotografias PhotoArch a concurso:

Tema: Escavações e outros trabalhos de campo
Título: No crivo do Tempo
Legenda: Trabalhos de crivo durante a escavação da Lapa da Cova (Serra do Risco-Arrábida-Sesimbra)
Data: Abril de 2010

























Tema: Arqueologia e outras ciências (trabalho de laboratório, materiais arqueológicos, restauro)
Título: Na noite do Tempo
Legenda: Trabalho de registo fotográfico nocturno, com luz rasante, nos menires do Recinto Megalítico dos Almendres
Data: Outubro de 2009




Tema: Sítios Arqueológicos, pessoas e paisagem
Título: Na sombra do Tempo
Legenda: Menir do Barrocal em plena Primavera
Data: Abril de 2013



Laboratório e Anfiteatro de Química da Escola Politécnica


Provavelmente o único sobrevivente dos grandes laboratórios de ensino e investigação das universidades europeias, o Laboratorio de Chimica da Escola Polytechnica, e o seu Amphiteatro, sediados no actual Museu de Ciência da Universidade de Lisboa, constituem uma jóia histórica e científica da Universidade de Lisboa, da cidade e do país.

Desde a sua construção que a sua monumentalidade, funcionalidade e elegância são uma referência internacional. O Laboratorio tem relevância pela sua beleza, singularidade e pela atmosfera autêntica que proporciona a quem o visita. Por outro lado, o Laboratorio Chimico, no seu conjunto, bem como a articulação dos diferentes espaços e a sua evolução ao longo do tempo, são de grande relevância para a história da química e do seu ensino, particularmente em Portugal. Assim, para além do espaço, que constitui em si mesmo um documento histórico de valor inegável, existe uma extensa documentação arquivística e iconográfica que complementa e intensifica a importância do Laboratorio como fonte para a história da ciência.

É esta integração colecção-espaço-arquivo que torna o Laboratorio particularmente singular, possibilitando inúmeras e frutuosas abordagens, quer para a divulgação da ciência e do ensino da ciência, junto do público em geral, quer para a investigação histórica.



De sublinhar que o Laboratorio conserva uma das mais importantes colecções de química da Europa, possuindo uma colecção de cerca de 10 mil instrumentos científicos dos séculos XVIII, XIX e XX. O fundo antigo, extensivamente documentado por um arquivo muito completo e por uma excelente colecção de catálogos de fabricantes, é constituído pelo equipamento histórico resultante das actividades de ensino e investigação da Escola Politécnica de Lisboa e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Este fundo não se encontra fechado e o Museu tem vindo a enriquecer as suas colecções, quer com equipamento proveniente da Universidade de Lisboa, quer com peças depositadas ou doadas por privados e por instituições científicas portuguesas. O Museu possui igualmente uma pequena mas significativa colecção de arte sacra seiscentista, proveniente da Igreja do Noviciado da Cotovia (1619-1759) e do colégio dos Nobres (1761-1837).



O Laboratorio e o Amphiteatro Chimico passaram por diferentes fases. Antes do incêndio de 1843, que destruiu o antigo edifício do Colégio dos Nobres (1761-1772), o ensino da química na Escola Politécnica era efectuado no mesmo local, num laboratório adaptado a partir do antigo refeitório do Colégio. Na década de 50 do séc. XIX foi construído um Laboratorio Chimico, depois reestruturado profundamente durante a década de 80-90, assumindo uma configuração arquitectónica mais próxima da actual.

No século XIX os laboratórios foram os grandes centros de avanço científico, fontes de orientação para o progresso tecnológico e industrial, suportes da expansão qualitativa na indústria, na agricultura e na medicina. O Laboratorio Chimico da Escola Polytechnica foi considerado, em 1890, um dos melhores da Europa, pelo Professor A.W. von Hoffmann - o fundador dos laboratórios das Universidades de Bona e Berlim.

O ensino experimental obrigatório da Química foi pela primeira vez introduzido na formação de químicos, farmacêuticos, médicos, engenheiros, neste mesmo Laboratorio, por J.J. Bettencourt Rodrigues.

Museu Geológico de Lisboa



"o museu dos museus"



As décadas de 50 e 60 do século XIX viram nascer os nossos dois primeiros museus arqueológicos: em 1857, o Museu dos Serviços Geológicos, aquando da criação da primeira Comissão dos Trabalhos Geológicos; e, em 1864, o Museu Archeologico do Carmo, graças à então designada Sociedade dos Architectos e Archeologos Portuguezes.
Pode dizer-se que a Geologia e a Arqueologia portuguesas surgiram em 1857 com a criação da Comissão Geológica, um dos primeiros organismos do género a ser criado na Europa e no Mundo ("Serviços Geológicos Nacionais”). A Comissão Geológica foi chefiada por Carlos Ribeiro e Pereira da Costa, sendo instalada em edifício próprio, em 1859, no antigo Convento de Jesus, ou seja, no local hoje ocupado pelo Museu Geológico. Embora posteriormente tenha mudado várias vezes de nome, foi a partir deste momento que se deu sequência aos estudos geológicos do País, os quais atingiram um nível e um desenvolvimento notáveis, mesmo internacionalmente.
Além dos dois cientistas atrás citados, trabalharam para aquela Comissão alguns dos maiores vultos da Geologia portuguesa daquela época: Nery Delgado, J. Berkeley Cotter, Alfredo Bensaúde, F. Paula e Oliveira, Wenceslau de Lima e, a partir de 1878, Paul Choffat, que foi incumbido de estudar os terrenos mesozóicos. Carlos Ribeiro, que tinha chefiado a Comissão, morre em 1882, tendo sido substituído por Nery Delgado até 1908, data da sua morte.
Durante este período realiza-se uma obra notável, tendo-se publicado a carta geológica do País à escala de 1:500.000, uma das primeiras do Mundo (edições de 1876, 1878 e 1899), além de vários estudos monográficos sobre o Paleozóico e o Mesozóico, que ainda hoje constituem uma referência.
Em 1918 deu-se a primeira reestruturação administrativa que origina a fundação dos “Serviços Geológicos de Portugal”, juntamente com o Serviço de Fomento Mineiro e a Direcção Geral de Geologia e Minas, que passaram a constituir, nos anos noventa, o Instituto Geológico e Mineiro.
Com a morte de Nery Delgado e Paul Choffat entra-se num período de decadência, o qual só irá ser superado, muitos anos mais tarde, com os meios postos à disposição pelos sucessivos Planos de Fomento. O desaparecimento dos grandes pioneiros da Geologia e da Arqueologia portuguesas, aliado a dificuldades funcionais de vária ordem, levaram ao declínio temporário da actividade do Museu, reabilitada, em meados dos anos quarenta, com novas doações financeiras e materiais e com a abertura do serviço a colaboradores externos.
Georges Zbyszewski, do quadro dos Serviços Geológicos, e Carlos Teixeira da Universidade de Lisboa, revelaram-se os grandes impulsionadores do principal projecto dos Serviços, a cartografia sistemática do país a escalas mais detalhadas, trabalho de que resultou um aumento muito significativo das colecções do museu, que foi acompanhado por uma importante remodelação dos equipamentos e exposições existentes à data.
Mais tarde, a partir de 1975, os Serviços Geológicos de Portugal experimentaram um notável desenvolvimento da sua actividade, graças aos meios financeiros e humanos disponibilizados. Este facto permitiu aumentar, substancialmente, o conhecimento geológico do território, acelerar o ritmo de publicações das cartas geológicas, bem como alargar o seu âmbito aos domínios da hidrogeologia e da geologia marinha.
No que respeita à colecção geológica, pode dizer-se que o ritmo com que entraram peças no museu até às primeiras décadas do século XX abrandou ao longo do tempo em consequência, sobretudo, da mudança das estratégias e metodologias com que são conduzidos, actualmente, os levantamentos geológicos. Continua, todavia, a registar-se a entrada de peças, provenientes, quer dos trabalhos de campo para as cartas geológicas, quer de doações ou de compras pontuais.
Na área da Arqueologia, além dos Doutores G. Zbyszewski e de O. da Veiga Ferreira, foram muitos os autores de trabalhos cujos materiais muito enriqueceram as colecções do Museu Geológico. Na impossibilidade de referir todos, devem destacar-se, pelo menos, os irmãos Fontes, Abel Viana e Henri Breuil, na primeira metade do século XX, e Afonso do Paço, H. Vaultier, M. Leitão, C.T. North e Norton, até aos anos setenta.
Em 2003, dá-se uma nova reestruturação e o Instituto Geológico e Mineiro é extinto, passando o Museu Geológico para a alçada do Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI), que funciona como um organismo do Ministério da Economia e Inovação.
Em 2003 o Museu Geológico passou a estar integrado na Rede Portuguesa de Museus, dadas as suas notáveis características museológicas, científicas e históricas.

Links:


Museu Arqueológico do Carmo




Museu fundado em 1857 por Possidónio da Silva, dando nova vida às ruínas do Convento do Carmo, um verdadeiro memorial ao Terramoto de 1755. O museu guarda um rico espólio arqueológico, pré-histórico, romano, visigótico e medieval, nomeadamente exemplares escultóricos, material epigráfico e numismático. Do Neolítico e Calcolítico destacam-se as peças provenientes do povoado de Vila Nova de São Pedro.



O Museu do Carmo por Eduardo Salavisa


... e por Mónica Cid

Link do Museu

Museu Geológico | Mesolítico


O Museu Geológico de Lisboa guarda um acervo de mais de 100 000 peças cobrindo, praticamente, todas as etapas cronológico-culturais entre o Paleolítico e o período Lusitano-Romano. Do conjunto destacam-se a ampla representação do Paleolítico Inferior e Médio, um dos melhores espólios do Mesolítico europeu, e uma vasta representação de objectos fúnebres de diversas grutas e de monumentos megalíticos do nosso território. Merece também referência o conjunto de artefactos ligados à exploração mineira romana (séc. I – III d.C.), de que se destacam materiais em esparto (cesto, chapéu e sola de sandália) e uma placa de bronze gravada, proveniente de Vipasca (Aljustrel), descoberta nas antigas escombreiras romanas da mina. Publicada por diversas vezes, esta tábula trata da legislação mineira vigente naquela exploração, estipulando as obrigações a que tanto pessoas individuais, como os estabelecimentos ali existentes, eram obrigadas.

É sobre o espólio dos concheiros de Muge, descobertos por Carlos Ribeiro em 1863, que F. Pereira da Costa redige a primeira monografia arqueológica publicada em Portugal, que intitulou “Da existência do homem em epochas remotas no valle do Tejo” (C.S.G., Lisboa, 1865). Sublinhe-se o facto de que, durante muitos anos, a colecção de arqueologia pré-histórica do Museu Geológico foi a única disponível aos investigadores desta área e, que continua a ser, no conjunto do país, uma das poucas colecções gerais de Pré-história, abrangente e acessível aos diversos públicos.

Esta colecção tem sido, nos últimos anos, objecto de diversos trabalhos de intervenção curativa e de restauro de muitas das suas peçasmais significativas. No que respeita à exposição, deve dizer-se que esta foi recentemente objecto de requalificação, trabalho que beneficiou de subsídio concedido pelo Instituto Português de Museus.

De destacar, entre outras, as colecções provenientes dos concheiros do Tejo e Sado...

Mesolíticos themselves


Dentes que apresentam um severo desgaste e uma alta percentagem de cárie. O desgaste dentário poderá ser reflexo do intensivo consumo de moluscos bivalves e da ingestão associada de grão e areia. Quanto aos elevados níveis de cáries são explicados, por alguns antropólogos, como resultado da ingestão de grandes quantidades de mel e frutos secos, ricos em açúcar.

Crânio evidenciando sinais de pintura com ocre (Tejo)

Cultura material

Micrólitos de sílex

Microburis de sílex

Quartezitos

Furadores de osso

Restos faunísticos

De destacar os restos ósseos de cão (Canis familiaris) do Cabeço do Pez (4 ossos) e Amoreiras (esqueleto completo), que têm sido interpretados como podendo ser os mais remotos vestígios de domesticação animal em contexto português (Mesolítico tardio) . Podem ser estabelecidos paralelos com contextos mesolíticos do Norte da Europa, como Skateholm I, onde foram identificados esqueletos de sete cães inumados juntamente como os seus “donos”.

Hemi-mandíbula de corço (Capreolus capreolus) da Moita do Sebastião

Restos de carangueijo verde (Carcinus maenas) do Cabeço da Arruda

Raia (Rajidade)

Otólitos de corvina (Argyrosomus regius)

Fauna malacológica

Contas de colar feitas a partir de conchas perfuradas de moluscos univalves:

Cassis saburon

Neritina fluvialis

Mesolítico - bons tempos, "quem está mal que se mude"...

Museu Geológico