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Roça do Casal do Meio | cerâmicas do Bronze Final


Registo fotográfico de espólio cerâmico

Bronze Final do monumento funerário da Roça do Casal do Meio
(Sesimbra)
O Bronze Final na região da Serra da Arrábida e Serra do Risco
Ricardo Soares
(Faculdade de Letras - Lisboa)


Museu Geológico de Lisboa

Links:
Roça do Casal do Meio (Endovélico)

Fotografia de Ricardo Soares & Sara Navarro


O Bronze Final na Região da Serra da Arrábida
(Setúbal/Sesimbra)
o Estado da Investigação e os Novos Dados
as Paisagens, as Grutas-Santuário, o Porto(inho) da Arrábida
e outros aspectos
(no prelo)
Ricardo Soares
(2012)
Dissertação de Mestrado em Arqueologia
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

Alcalar



Em Alcalar (Mexilhoeira Grande/Portimão), a meio caminho entre os areais da ria de Alvor e a Serra de Monchique, existiu outrora um grande assentamento pré-histórico, atribuível ao 3.º milénio a.C. Este lugar constituiu o centro hegemónico de um território habitado por comunidades camponesas, dispersas por pequenos povoados nas margens da ria de Alvor, nas férteis terras interiores do Barrocal e nas vertentes meridionais da Serra de Monchique.

Monumento n.º 1


Aparentemente o mais antigo monumento funerário do conjunto de Alcalar, trata-se de uma pequena anta composta por um pequeno corredor e por uma câmara de 8 ortostatos, dos quais apenas restam 3 esteios. Do espólio atribuível ao Neolítico Final/Calcoltíco, destaca-se uma placa de xisto, pontas de seta, machados, contas de colar e dois almofarizes de calcário.

Monumento n.º 4

Monumento de falsa cúpula, com câmara conservando 2 nichos laterais. A entrada do corredor é singularmente "guardada" por dois megalitos, um deles um menir e um outro de feição estelar.

Monumento n.º 7

(maquete em exposição no Museu de Portimão)

O monumento n.º 7 é composto por uma mamoa contida por um murete de alvenaria em xisto, apresentando uma planta regularmente circular com cerca de 27 metros de diâmetro. Fachada traçada sobre uma linha direita, secante ao círculo da mamoa. A área interna do murete é preenchida por um "cairn" de pedra calcária, cuja base foi regularizada horizontalmente e nivelada por um estrato rico em matéria orgânica e com restos de ocupação. Numa coroa periférica o "cairn" é forrado por uma calçada de xisto. A mamoa envolve um tholos parcialmente implantado no subsolo. Uma câmara com 3 metros de diâmetro na base e elevação em falsa cúpula, rematada no topo por duas tampas. O corredor é estreito, segmentado em troços demarcados por lajes-ombreiras e com tampas de lajes. O monumento tem uma estrutura de correlação e ocupação exterior periférica, com evidência de uma estela-menir de secção subcircular.

Monumento n.º 9

Monumento de câmara circular construída em falsa cúpula e corredor longo. Como espólio foram apenas registadas ossadas humanas.

Ídolo calcário - "OlhOs de SOL"
(em exposição no Museu de Portimão)

Nuno Silva
Oficina de Arqueologia Experimental
Museu de Portimão
Centro de Interpretação de Alcalar


Sítio classificado como Monumento Nacional

Mais informação em:

Necrópole de cistas das Casas Velhas

Setúbal/Grândola/Melides

É rico o património arqueológico da freguesia de Melides (Grândola), contando com seis estações arqueológicas: o povoado neolítico de Montum de Baixo, a Gruta da Cerca do Zambujal e a Gruta do Lagar, ambas do Neolítico, a anta da Pedra Branca, a Necrópole de Cistas de Casas Velhas da Idade do Bronze e ainda o sítio Neolítico de Santa Marinha.

Descoberta na década 70, do século passado, a necrópole de cistas de Casas Velhas foi intervencionada pelos investigadores Carlos Tavares da Silva e Joaquina Soares, do MAEDS (Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal). Do espólio então exumado destacam-se os vasos carenados e alguns objectos em bronze, nomeadamente machados.

"Necrópole de cistas, assentes em plataforma, em forma de favo, dispostas em recinto tumular sem estrutura circundante. As sepulturas apresentam uma planta rectangular ou trapezóidal formadas por esteios dispostos verticalmente" (in Base de Dados Endovélico).





Bibliografia:


SILVA, C. T.; SOARES, J. (1981) - Pré-História da Área de Sines. Lisboa.
SILVA, A. F. (1984) - A Idade dos Metais em Portugal. História de Portugal, vol. I.