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Recinto Megalítico ("Cromeleque") do Xerez | Monsaraz

Assinalado por José Cruz e pelo Engenheiro Leonel Franco, foi intervencionado em 1969 pelo Dr. José Pires Gonçalves, que estranhamente não o interpretou como um clássico “cromeleque”, no sentido geométrico do termo e que pressupõe uma disposição ovalada ou circular, em "ferradura" aberta a nascente, mas sim  como um singular recinto "quadrangular".
Presumivelmente erguido entre os inícios do 4.º e meados do 3.º milénio a.C., é constituído por 52 menires de granito (o número de semanas num ano?), cuja altura varia entre 1,20 cm e o 1,50 cm, alguns dos quais de configuração "fálica", bem como almendrada, a maioria fracturados e prostrados, embora alguns deles estivessem in situ, facto que contribuiu para que se relacionassem estas posições como fortes indícios para a "original" reconstituição quadrangular do monumento.
O centro do recinto é marcado por um menir com 4 metros de altura, 0,75 metros de diâmetro e 7 toneladas de peso, apresentando, na sua face mais aplanada e em toda a sua verticalidade, um conjunto de "covinhas" insculturadas.
Apesar de ter sido sujeito a uma intervenção que visou a sua reconstituição original (1969), ela não seguiu critérios propriamente científicos. José Pires Gonçalves baseou a sua recomposição no pressuposto de que as "covinhas" presentes num dos menires representariam a sua disposição original.
Posteriormente à reconstituição deste recinto megalítico, foi assinalado nas proximidades, uns 300 metros para Norte, um conjunto de pequenos menires de granito, todos gravados na base.
Trata-se do único monumento megalítico classificado do concelho de Reguengos de Monsaraz e na região de influência do regolfo de Alqueva, transladado, em 2004, para outro local.

Passeios de Primavera pelo Megalitismo de Monsaraz, conduzidos pelo Professor Doutor Manuel Calado - 13 de Abril de 2013.

A "quadratura da ferradura":


Menir do Barrocal | Monsaraz

Monólito de granito com cerca de 5,70 metros de altura, apresentando uma forma achatada, de tipo "estela-menir". Na metade superior da face visível observam-se algumas gravuras: serpentiforme, círculos, semi-círculos e báculo.
Localizado na Herdade do Barrocal, perto de Reguengos de Monsaraz, é o maior menir dos existentes no distrito de Évora e o segundo da Península Ibérica. Foi identificado tombado e fora da sua posição original, por altura do enchimento da albufeira do Alqueva, nos inícios do século XXI. Terminada a sua investigação arqueológica, optou-se pela recolocação nos presumíveis local e posição iniciais. Para o efeito, foi organizado um "Megaconcerto" no dia 23 de Setembro de 2006, data a que correspondeu o equinócio de Outono, respeitando-se, desta forma, a importância que tinham os equinócios e solstícios na orientação dos monumentos megalíticos. Foram mobilizados mais de 300 voluntários que, apesar do empenho, não foram eficazes para "estimular" a erecção do monumental monólito, necessitando-se do recurso a moderna maquinaria pesada para complementar a tarefa.
A escassos 50 metros de distância, foi identificado o presumível afloramento "parideiro", de onde terá sido extraído o grande menir - a "Mãe do Barrocal".

Passeios de Primavera pelo Megalitismo de Monsaraz, conduzidos pelo Professor Doutor Manuel Calado - 13 de Abril de 2013.





 





































Anta do Olival da Pega 2 | Monsaraz


Monumento funerário megalítico (Neolítico Final/Calcolítico) de grandes dimensões (câmara e corredor com cerca de 20m), integrado numa estrutura tumular complexa com cerca de 40m de diâmetro. É constituído por uma câmara fechada, ainda coberta por um chapéu de consideráveis dimensões. O corredor tem cerca de 16m de comprimento e terá sido construído em duas fases: inicialmente com dimensões menores e posteriormente aumentado. Foram aparentemente acrescentados, à estrutura original, dois esteios de xisto (e não de granito, como os restantes) profusamente gravados com "covinhas", que parecem preencher quase integralmente a totalidade visível das faces. No exterior do primeiro esteio esquerdo do corredor, foram recolhidos ossos humanos muito deteriorados e um pequeno conjunto de artefactos, entre os quais um objecto metálico losangular, provavelmente de cobre, sendo admissível que se trate de um enterramento contemporâneo ao alongamento do corredor. De entre os artefactos registados destacam-se as placas de xisto (43). À entrada do corredor foi identificado um pequeno átrio, calçado por seixos. Foi também registado, anexo à estrutura tumular desta anta, um segundo monumento - um tholos da variante "alentejana". Situa-se do lado esquerdo do corredor e implicou alterações ao traçado deste, de forma a que a parte terminal fosse comum aos dois monumentos. O acesso à câmara, a partir da área mesial do corredor, de onde os construtores do tholos removeram uma tampa, foi intencionalmente obstruído por lajes de xisto e pedras de dimensão variável.

Passeios de Primavera pelo Megalitismo de Monsaraz, conduzidos pelo Professor Doutor Manuel Calado - 13 de Abril de 2013.

FonteEndovélico