- Dólmen de Antelas -

Viseu/Oliveira de Frades/Pinheiro/Bouço
Período: Neo-Calcolítico
Descrição: É constituído por uma câmara funerária, definida por oito esteios de granito com cerca de 2,5 m de altura e um corredor curto ortostático, diferenciado da câmara em altura e em planta, abrindo-se aproximadamente a nascente. No interior da câmara todos os esteios possuem pinturas e algumas pequenas insculturas, com representações geométricas, abstractas e figurativas a preto e vermelho de 2 tons, identificadas como representações dos sepultados, deuses, figuras astrais e elementos da natureza, constituindo a pedra da cabeceira o centro da composição pictórica.
Espólio: Micrólito de quartzo; lasca residual de sílex; 2 fragmentos de vaso cerâmico; fragmentos de ocre; 1 machado de pedra polida em anfibolito e fragmentos de vaso cerâmico de pequenas dimensões.

- Lameira do Fojo 1 -

Viseu/Couto de Cima/Lobagueira
Período: Neo-Calcolítico
Descrição: Monumento constituído por grande mamoa (ainda bem conservada), com corredor e câmara ainda intactos. Esta última, de formato poligonal apresenta apenas três esteios e meio, dos quais dois se mantêm erectos e um inclinado para o interior. Dos sete esteios que fazem parte do corredor, três têm pinturas em que são visíveis dois antropomorfos. Há também vestígios de pinturas nos esteios que restam da câmara.

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- Anta da Arquinha da Moura -

Viseu/Tondela/Lajeosa/Pedra Merendeira
Período: Neo-Calcolítico
Descrição: Monumento de câmara poligonal alargada, formada por sete esteios, todos in situ, e um corredor. A mamoa, bastante bem conservada, tem cerca de 23 m de diâmetro e atinge uma largura aproximada de 2,5 m. A altura total é de 3 m. A laje de cobertura encontra-se partida numa das extremidades. A câmara apresentava-se com enchimento até cerca de 1,10 m do tecto.
Espólio: Pontas de seta, geométricos, facas e lâminas, lascas, foicinha, machados, enxós, contas de colar, fragmentos de cerâmica, 11 bordos, 11 fundos, 4 bordos decorados e um bordo com mamilo alongado.
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- Solstício de Inverno -

Solstício de Inverno
Este ano o Solstício de Inverno ocorre no dia 21 de Dezembro às 12h04m, momento que marca o início do Inverno no Hemisfério Norte, estação que se prolonga por 88,99 dias até ao próximo Equinócio que ocorre no dia 20 de Março de 2009 às 11h44m - a Primavera.
A palavra latina "solstitium" traduz uma ideia de sol estacionário que atinge a sua posição mais alta ou mais baixa no céu, isto é, o ponto da eclíptica em que o Sol atinge as posições máxima e mínima de altura em relação ao equador, os pontos em que a declinação do Sol atinge os extremos: máxima no solstício de Verão e mínima no solstício de Inverno.

As civilizações antigas consideravam o Sol como um deus da vida. Para os druídas, por exemplo, o solstício era comemorado como o dia da fertilidade e fecundidade. Para os povos asiáticos, o solstício era representado por um velho de barbas brancas e roupagem vermelha e branca. Os Egípcios festejavam o solstício com rituais de magia nilítica de fertilidade. Os Indianos festejavam-no transcendendo os corpos em rituais de transe. Nas Américas, os Incas celebravam o Solstício de Inverno no dia 21 de Junho e o Solstício de Verão no dia 21 de Dezembro. Os mais, por seu turno, Maias elaboraram um calendário perfeito usando o solstício como o início do ciclo do sol e da lua na Terra. No ano 336 D.C., o Imperador Romano Constantino I passou a comemorar o nascimento de cristo no solstício de Inverno... bom Solstício, bom Natal.


- Povoado Fortificado de Chibanes -

Localizado numa estreita rechã francamente exposta a Norte do relevo monoclinal da Serra do Louro, o Castro de Chibanes ocupa uma área de aproximadamente 1 Ha. A Serra do Louro integra um complexo de elevações denominado de "pré-Arrábida" das quais se destacam a Serra de São Luís (Setúbal) e a Serra dos Gaiteiros (Palmela). A sua situação domina facilmente toda a planície aluvial do Tejo (a Norte), bem como o vale aluvial do Sado (a Sul), que se espraia na Baixa de Palmela e Vale dos Barris. De destacar a envolvência de terrenos de grande fertilidade agrícola e de excelente qualidade para o pastoreio. Os trabalhos arqueológicos desenvolvidos revelaram uma das sequências estratigráficas mais completas para o Calcolítico e Idade do Ferro da região da Arrábida.

Domínio da paisagem - planície aluvial do Tejo (a Norte): Estruturas de habitação da Idade do Ferro:Fortificação complexa com dois troços de muralha, baluartes e bastiões correspondentes a três grandes fases construtivas com diferentes estratégias de organização espacial intra-muros.
Pavimento habitacional conservado:
Estruturas de combustão: Corte de retroescavadora em intervenções "arqueológicas" levadas a cabo, no início do século passado, por António Inácio Marques da Costa (militar, professor, político, geólogo amador e pioneiro da arqueologia em Portugal). Há que ter em conta a distância metodológica da investigação.
Dr. Carlos Tavares da Silva explicando os trabalhos realizados num local onde é bem evidente a sobreposição construtiva de dois planos de muralha.
Registo material: cerâmica calcolítica, cerâmica campaniforme incisa, cerâmica do Ferro e Republicana, artefactos de sílex, entre outros...
Estrato de lixeira, no exterior da muralha, onde são evidentes abundantes restos malacológicos sobretudo de ameijoa, vieira e ostra. Também se verificam significativas quantidades de restos ósseos de ovídeos, caprídeos e bovídeos.
Outros pormenores...


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