Fortes do Pessegueiro

Porto Covo | Sines

Ilha do Pessegueiro


Forte da Ilha de Fora - Forte de Santo Alberto do Pessegueiro ou Forte do Pessegueiro


Costela de baleia jacente na Ilha com o Hiate de Setúbal ao largo (2006)

Forte de terra - Forte de Nossa Senhora da Queimada do Pessegueiro

Baluartes, fosso e muros em talude

Portão monumental com ponte levadiça em madeira sobre o fosso

Marca de canteiro - recurrent symbols

Pedreira de Arenito - construção do forte

Praia elevada/Quaternário



A Ilha de Fora, ou Ilha do Pessegueiro, define-se como uma ilha "naviforme" com cerca de 335 m de comprimento por 235 m de largura, orientada segundo um eixo N-S. Ainda hoje é utilizada como porto natural por se implantar como um "baluarte" rochoso, oferecendo abrigo contra os ventos predominantes do quadrante Norte. As escavações arqueológicas realizadas na Ilha do Pessegueiro revelaram, além de muito destruídos vestígios da Idade do Ferro, uma ocupação da época romana conservando casas de habitação, armazéns, um balneário, um forno de cozer pão, uma forja e um complexo de salga de peixe com as respectivas cetárias.

O Forte de Santo Alberto do Pessegueiro, também conhecido por Forte do Pessegueiro ou Forte da Ilha de Fora, cruzava fogos com o forte de terra, o Forte de Nossa Senhora da Queimada do Pessegueiro, mais conhecido por Forte da Ilha de Dentro ou Forte da Praia do Pessegueiro. Ambos integravam o sistema defensivo da costa Alentejana durante a dinastia Filipina (construção iniciada em 1588). O forte de terra, de planta poligonal quadrangular, ainda conserva dois baluartes nos vértices Sudeste e Sudoeste, uma bateria poligonal sobre a praia, muros em talude, um fosso e, no corpo do forte, a capela (ermida de Nossa Senhora da Queimada), o paiol e algumas casernas. Parte do aparelho pétreo (arenito) empregue na construção das estruturas fortificadas foi extraído de formações geológicas nas imediações. Nas formações quaternárias subjacentes à duna consolidada sobre a qual foi edificado o forte de terra, foram identificados artefactos líticos do Paleolítico.

De acrescentar, ainda, na área do Pessegueiro, um povoado e necrópole da Idade do Bronze/1.ª Idade do Ferro. Trata-se de uma extensa área plana onde se implantou o povoado, rodeado por núcleos de sepulturas de tipo "cista", além de alguns vestígios de ocupação funerária mais tardia.

Bibliografia:


FERREIRA, C. J. A.; LOURENÇO, F. S.; SILVA, C. T.; SOUSA, P. (1993) – Património Arqueológico do Distrito de Setúbal. Subsídios para uma carta arqueológica. Setúbal: Associação de Municípios do Distrito de Setúbal.

SILVA, C. T.; SOARES, J. (1981) – Pré-História da Área de Sines. Trabalhos arqueológicos de 1972 a 1977. Lisboa, Gabinete da Área de Sines.

Jornadas Europeias do Património 2010


“PATRIMÓNIO: UM MAPA DA HISTÓRIA”



MARATONA/CONCURSO DE FOTOGRAFIA

“O PATRIMÓNIO CULTURAL DAS REGIÕES DO PARQUE NACIONAL DA PENEDA GERÊS – UM MAPA PARA A HISTÓRIA DO TERRITÓRIO”

Nos dias 24, 25 e 26 de Setembro de 2010, a ADERE – Peneda Gerês e os seus parceiros locais promovem uma Maratona/ Concurso de Fotografia, no âmbito das Jornadas Europeias do Património 2010.

Para mais informações e inscrição clic aqui


Mega "escavações"!!!


11 pedreiras corroem a Serra da Arrábida (Parque Natural da Arrábida) numa área equivalente a cerca de 300 campos de futebol (323 hectares, segundo o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade). Boas notícias: a cota horizontal de exploração já não pode ser ampliada, à custa, contudo, de uma cota vertical ilimitada, na profundidade e no tempo, isto é, daqui a 100 anos o visitante da Arrábida pode descer de elevador até à Nova Zelândia... nem tudo é mau!!!

Artigo no Jornal Expresso de 4 de Setembro de 2010 - cilc aqui!!!

Alcalar



Em Alcalar (Mexilhoeira Grande/Portimão), a meio caminho entre os areais da ria de Alvor e a Serra de Monchique, existiu outrora um grande assentamento pré-histórico, atribuível ao 3.º milénio a.C. Este lugar constituiu o centro hegemónico de um território habitado por comunidades camponesas, dispersas por pequenos povoados nas margens da ria de Alvor, nas férteis terras interiores do Barrocal e nas vertentes meridionais da Serra de Monchique.

Monumento n.º 1


Aparentemente o mais antigo monumento funerário do conjunto de Alcalar, trata-se de uma pequena anta composta por um pequeno corredor e por uma câmara de 8 ortostatos, dos quais apenas restam 3 esteios. Do espólio atribuível ao Neolítico Final/Calcoltíco, destaca-se uma placa de xisto, pontas de seta, machados, contas de colar e dois almofarizes de calcário.

Monumento n.º 4

Monumento de falsa cúpula, com câmara conservando 2 nichos laterais. A entrada do corredor é singularmente "guardada" por dois megalitos, um deles um menir e um outro de feição estelar.

Monumento n.º 7

(maquete em exposição no Museu de Portimão)

O monumento n.º 7 é composto por uma mamoa contida por um murete de alvenaria em xisto, apresentando uma planta regularmente circular com cerca de 27 metros de diâmetro. Fachada traçada sobre uma linha direita, secante ao círculo da mamoa. A área interna do murete é preenchida por um "cairn" de pedra calcária, cuja base foi regularizada horizontalmente e nivelada por um estrato rico em matéria orgânica e com restos de ocupação. Numa coroa periférica o "cairn" é forrado por uma calçada de xisto. A mamoa envolve um tholos parcialmente implantado no subsolo. Uma câmara com 3 metros de diâmetro na base e elevação em falsa cúpula, rematada no topo por duas tampas. O corredor é estreito, segmentado em troços demarcados por lajes-ombreiras e com tampas de lajes. O monumento tem uma estrutura de correlação e ocupação exterior periférica, com evidência de uma estela-menir de secção subcircular.

Monumento n.º 9

Monumento de câmara circular construída em falsa cúpula e corredor longo. Como espólio foram apenas registadas ossadas humanas.

Ídolo calcário - "OlhOs de SOL"
(em exposição no Museu de Portimão)

Nuno Silva
Oficina de Arqueologia Experimental
Museu de Portimão
Centro de Interpretação de Alcalar


Sítio classificado como Monumento Nacional

Mais informação em:

Menir dos 3 Bicos | Portimão

Na sequência de recentes obras para mais uma urbanização em Portimão, foi descoberto um menir (Lote 3 da urbanização de São Sebastião) em calcário conquífero, tombado e fracturado, apresentando alguns aspectos decorativos (circulos). No que respeita ao seu local de origem, as informações são contraditórias. O megálito foi então remobilizado para a sua actual localização, um pequeno espaço verde, após uma expedita escavação de emergência. A descoberta sugeriu um reequadramento megalítico e uma relativa dignidade urbana!!!