Castelo de Montemor-o-Novo





Montemor-o-Novo | Nossa Senhora da Vila

O Castelo de Montemor-o-Novo ainda conserva um vasto circuito amuralhado por uma cerca de alvenaria de pedra rematada por adarve, de planta irregular acompanhando uma linha de nível de cota estável. O recinto envolve o primitivo Castelo/Paço dos alcaides, a Igreja de São Tiago, o Convento de Nossa Senhora da Saudação (em ruínas), a Igreja de Nossa Senhora da Vila (em ruínas), a Igreja de São João Baptista e diversos equipamentos edificados militares e de utilidade pública: Paços do Concelho, açougues, cisterna, casa da guarda, vestígios dos fundamentos de vários quarteirões da urbanização primitiva. A cerca, de alvenaria de pedra de grande espessura, com paramentos de altura irregular, está interrompida por ruína em grande extensão da face SO, conservando-se, numa sequência com unidade, o lanço NE. Entre as portas de Santiago e do Anjo a cerca é reforçada por 11 torreões cilíndricos, muito arruinados. Mais um exemplo de um Monumento Nacional a carecer de urgentes intervenções de restauro e conservação.

Implantando-se numa posição dominante sobre o outeiro mais alto da região, o castelo abrigou intra-muros a povoação original, que acabou por se expandir pela encosta a Norte. A primitiva ocupação humana deste local remonta, presumivelmente, a um povoamento indígena da Idade do Bronze, posteriormente romanizado (Castrum Malianum?), conforme sugerem os vestígios arqueológicos da região. De destacar o facto de o Castelo de Montemor-o-Novo se situar à beira das vias romanas provenientes de Santarém e da foz do rio Tejo, seguindo por Évora até Mérida. O local teria sido, por esta razão, fortificado.
O Período Muçulmano legou à região, por exemplo, o hidrónimo da "Ribeira de Almansor", corruptela do nome de Al-Mansur. Alguns autores afirmam que chegou mesmo a existir uma fortificação muçulmana.
A tradição histórica refere que foi neste castelo que Vasco da Gama ultimou os planos para a sua viagem à Índia.


Martinhal




Em Sagres/Vila do Bispo, nas arribas da praia do Martinhal, também conhecida localmente por Murtinhal, encontra-se identificado um importante centro oleiro romano, constituído por 3 fornos destinados à produção de ânforas. O Inverno passado foi responsável por uma "escavação" não autorizada, deixando a descoberto diversos vestígios arqueológicos em cortes ravinados que ameaçam destruir irremediavelmente o que resta das estruturas reveladas. De referir, no entanto, que o sítio romano já se encontrava há muito documentado, pelo menos desde 1967 (FERREIRA, Octávio da Veiga - Algumas considerações sobre as fábricas de conservas de peixe da antiguidade encontradas em Portugal. Beja), nomeadamente por achados de superfície e por recentes sondagens de avaliação, particularmente no decurso de obras.
Nos cénicos ilhéus situados em frente à praia também foram registados vestígios de cetárias, pertencentes a uma fábrica de preparados de peixe.
O conjunto estrutural e artefactual remete-nos para o século IV d.C.
As boas condições naturais da enseada do Martinhal, protegida dos ventos de Oeste e Sudoeste pela ponta da Baleeira, terão, certamente, sido propícias à implantação de um pequeno porto de abrigo – fundeadouro e varadouro.
A par destes vestígios, o sítio também regista abundante cerâmica manual pré-histórica e alguma indústria lítica, documentando um habitat do Neolítico.
Base de Dados Endovelico

Potes e Transfigurações


Aplicações do estudo de cerâmica pré-histórica na criação de escultura contemporânea

Projecto de Investigação (Doutoramento) de
Sara Navarro
(Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa)





Estudo que pretende contribuir para o aprofundamento teórico-prático de questões relacionadas com a produção cerâmica pré-histórica em Portugal e possíveis aplicações das técnicas e temáticas desta produção no desenvolvimento de trabalho artístico contemporâneo. Procuram-se, através de uma ligação entre a investigação arqueológica e a produção artística, novas aplicações práticas na área da escultura para a teoria arqueológica sobre a problemática em questão. Assim, será dado relevo aos estudos arqueológicos e etnoarqueológicos sobre a cerâmica para, através da experimentação prática das respectivas técnicas, desenvolver trabalho artístico. Surge assim este projecto de investigação que pretende prosseguir estudos já realizados na área da arqueologia para os estender e alargar ao campo da produção artística. Pretendemos com este projecto, dar uma visão geral do plano da investigação a realizar e da sua pertinência no contexto da investigação artística e arqueológica portuguesa - Sara Navarro.

Fotografia - Sara Navarro & Ricardo Soares

Menir Vale de França 2 | Rua do Menir | Portimão

No seguimento de uma recente postagem - "Menir dos Três Bicos" (20 de Julho 2010) - aqui fica mais um exemplo de reenquadramento megalítico em ambiente urbano. Trata-se de mais um pequeno menir em calcário conquífero, identificado no âmbito da construção uma nova urbanização em Portimão. Desta feita, a descoberta sugeriu um topónimo - Rua do Menir.

"De cima deste menir ve-se os carros a vir e ve-se os carros a ir"