Azenha do Mar
Lapa da Cova | Arrábida | Sesimbra
O geomonumento da Lapa da Cova localiza-se na vertente sul da Serra do Risco, em Sesimbra, perto da povoação de Pedreiras, a cerca de 3 km do “epicentro” do povoado do Risco. Apresenta-se na cota dos 260 m da mais elevada arriba calcária da Europa continental. Trata-se de uma cavidade cársica fóssil, constituída por duas salas, abertas em unidades sedimentares do Jurássico Médio (J2 pe) pela suposta combinação da actividade tectónica com a acção hídrica. A cavidade desenvolve-se ao longo de uma diaclase principal, longitudinal à sala de entrada, de orientação aproximada sudeste-noroeste (da entrada para o interior), sendo cruzada por outras diaclases secundárias.
A manifesta relação desta gruta com o mar merece realce, partindo-se de um conjunto de observações realizadas in loco. Desde logo, o contacto visual com a Cova só é possível a partir do mar – um “grande buraco negro” em fundo calcário claro. Proveniente de sul, qualquer embarcação consegue facilmente vislumbrar o “buraco” da Cova a uma distância considerável, revelando-se, esta, como uma boa referência visual. Na verdade, as embarcações oriundas de sul (designadamente do Mediterrâneo), após dobrarem o Cabo de São Vicente/Sagres, e seguindo uma rota aos 0º (norte), podem, em dias de boa visibilidade, descortinar a silhueta da Arrábida a partir de Sines, na forma de um verdadeiro marco paisagístico para a entrada no estuário do Rio Sado, transversal à linha de costa - ver link. A própria Lapa da Cova é visível a longa distância, o que contribui para a sua natural relevância no horizonte de eventuais “rituais de chegada” – antigos navegantes que agradeceriam o sucesso das suas épicas viagens, gratificando os seus deuses com cultos, oferendas e rituais de comensalidade. Neste sentido, torna-se possível imaginar esta cavidade enquanto “santuário natural de chegada”, nomeadamente para marinheiros fenícios. Ainda a este propósito, será oportuna a referencia ao episódio homérico de Odisseu na Gruta do Ciclope.
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| 2.º prémio na categoria "Escavações e outros trabalhos de campo" no 1.º Concurso de Fotografia da Associação de Arqueólogos Portugueses |
O Arqueologismo na Escultura de Jorge Vieira
Gone fishing? 42,000 years ago in East Timor

What’s still unknown is how these ancient people were able to catch these fast-moving deep-ocean fish. “It’s not clear what method the occupants of Jerimalai used to capture the pelagic fish or even the shallow water species. But tuna can be caught in purse seines or leader nets, or by using hooks and trolling. Simple fish aggregating devices such as tethered logs can also be used to attract them. So they may have been caught using hooks or nets. Either way it seems certain that these people were using quite sophisticated technology and watercraft to fish offshore”, said Professor O’Connor. She added that this may shed light on how Australia’s first inhabitants arrived on the continent. “We have known for a long time that Australia’s ancient ancestors must have been able to travel hundreds kilometres by sea because they reached Australia by at least 50,000 years ago. We also know that they used boats because Australia was separated from Southeast Asia by ocean throughout the human time span. When we look at the watercraft that Indigenous Australians used at the time of European contact, however, they are all very simple, like rafts and canoes. So how people got here at such an early date has always been puzzling. These new finds from Jerimalai cave go a long way to solving the puzzle”, said Professor O’Connor.Beyond the Horizon
Château-Musée

wil
Bronze Age in Cambridgeshire | Britain - six boats and hundreds of intact artefacts
Six boats hollowed out of oak tree trunks are among hundreds of intact artefacts from 3,000 years ago that have been discovered in the Cambridgeshire fens, the Observer can reveal. The scale, quality and condition of the objects, the largest bronze age collection ever found in one place in Britain, have astonished archaeologists – and barely a fraction of the site has been excavated. Unique textile fragments, wicker baskets and wooden sword handles have survived. There are even containers of food, including a bowl with a wooden spoon still wedged into the contents, now analysed as nettle stew, which may have been a favourite dish in 1000BC. The boats – two of which bear unusual decoration – are in such good condition that the wood grain and colour can be seen clearly, as can signs of repairs by their owners.Archaeological Prospection 2013

The AP 2013 Conference will be hosted by the Austrian Academy of Sciences, the Ludwig Boltzmann Institute for Archaeological Prospection and Virtual Archaeology and the Vienna Institute for Archaeological Science – University of Vienna.
Formas de Terra e Fogo | Earth and Fire Shapes

















As esculturas de Sara Navarro, (re)criadas pela arte do fogo, transmitem algo de primitivo, pré-histórico ou arqueológico. Algo que evoca a arte e a cultura de outros tempos, de outros lugares, algo que nos desperta os ecos de uma terra antiga.
A dualidade de referências, entre um passado remoto e a contemporaneidade, funde-se num trabalho de síntese, em que as esculturas funcionam como metáfora que opera no deslocamento entre o sentido histórico das suas referências e o imaginário da autora.
“No meu trabalho exploro a relação entre a mão e a matéria, no sentido do ‘saber fazer’ artesanal. Procuro entrar nos gestos dos produtores ancestrais, reproduzindo-os, sentindo-os como meus. Pelo poder do fogo, para transformar a suave e maleável argila num duro e resistente material, invoco as práticas pré-históricas da produção de artefactos cerâmicos e, nesse sentido, conoto a prática da escultura com um valor cultural primordial. A terra(argila), pela sua maleabilidade, permite-me explorar o gesto que, associado a uma substancialidade terrestre, está na base da criação de esculturas ‘arqueologizantes’, gérmenes da época atual.”
(Sara Navarro)
Partindo de realidades perdidas, as formas criadas pelas mãos da escultora põem o tempo presente em comunicação com passados remotíssimos. Pela transfiguração surgem modelos primordiais, reconhecíveis, ainda que com novas simbologias. Artefactos com significados sempre múltiplos, com sentidos construídos e reconstruídos...







































