Sistemas de povoamento do território português no decurso do Bronze Final
Oeiras | Fábrica da Pólvora de Barcarena | dia 23 de Outubro | 10-18 horas
Prof.ª Doutora Ana Bettencourt (Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho) – Rede de lugares do Bronze Final do noroeste do território português.
Prof. Doutor João Carlos de Senna-Martinez (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e UNIARQ) – Aspectos do Centro-Norte do Ocidente Peninsular no Final da Idade do Bronze: Povoamento, Metalurgia e Sociedade.
Prof. Doutora Raquel Vilaça (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e CEAUCP) – O povoamento da Beira Interior durante o Bronze Final: evidências, interação e simbolismos.
Prof. Doutor João Luís Cardoso (Centro de Estudos Arqueológicos do Concelho de Oeiras/Câmara Municipal de Oeiras e Universidade Aberta) – Entre o Mediterrâneo e o norte atlântico: o estuário do Tejo na viragem do ano mil a.C.
Mestre Rui Mataloto (Câmara Municipal de Redondo) – Varar horizontes: o Alentejo Central entre o II e o I milénios a.C.
Doutor António Manuel Monge Soares (Instituto Tecnológico e Nuclear/Instituto Superior Técnico/Universidade Técnica de Lisboa) – O sistema de povoamento do Bronze Final na bacia do Guadiana (Baixo Alentejo).
Dr.ª Joaquina Soares e Dr. Carlos Tavares da Silva (Centro de Estudos Arqueológicos do Museu de Arqueologia e Etnografia de Setúbal e UNIARQ) e Doutora Joaquina Soares (Museu de Arqueologia e Etnografia de Setúbal e Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa) – Ocupações do Bronze Final na Costa Sudoeste.
Mestre Carlos de Oliveira (UNIARQ/Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) – O final da Idade do Bronze no Algarve: balanço e resultados da investigação arqueológica.
... e o Sado/Arrábida?
Pego das Pias
No território odemirense, região bem marcada
pelo vale do Rio Mira e pelo curso de inúmeras ribeiras por ele colectadas,
existem vários pegos – locais escavados entre afloramentos rochosos pela força erosiva
das águas e dos materiais arrastados. Ocultos pela frescura de uma vegetação
exuberante, são lugares onde habitam lendas e histórias, uma herança de cultura
imaterial cuja origem se perde nos tempos. Nos pegos ecoam histórias de grades
de ouro, mouras encantadas e homens-peixe, entre outros seres fabulosos.
Entre São Luís e Odemira, numa área isolada
no norte da Freguesia de São Salvador, nos Ameixiais, entre os afloramentos de xisto, o curso da Ribeira do
Torgal e a paciência do tempo foram esculpindo um
destes locais encantados – o Pego das Pias.
O seu nome tem origem nas diversas cavidades
circulares escavadas na rocha pela hidrodinâmica das correntes, pela acção
mecânica dos seus redemoinhos e dos seixos arrastados, associada à erosão
química de águas “orgânicas” e de elevada acidez. Não sendo um fenómeno exclusivo
desta região, noutras paragens as “pias” também são conhecidas por “marmitas”.
O Pego das Pias encontra-se praticamente
imaculado de marcas de intervenção humana, mantendo-se como um autêntico ex-líbris
natural da região, proporcionando um enorme interesse à visitação de curiosos e
amantes do património natural. Do ponto de vista da Arqueologia, este local
manifesta uma excepcional carga simbólica, com um imenso potencial enquanto santuário
rupestre, ficando a aguardar expectáveis acções de prospecção, com particular
atenção para a ocorrência de arte parietal.
Posto isto, Odemira vai contar as «Memórias
dos Pegos» nas suas Jornadas Europeias do Património. Assim, no dia 29 de Setembro,
a partir das 13 horas, será realizada uma visita ao Pego das Pias, um dos pegos
mais conhecidos da região, com a presença da geóloga Madalena Silva que fará
uma breve explicação sobre o local.
A visita ao Pego das Pias permitirá uma
viagem pela geologia, hidrologia, arqueologia, história e antropologia
cultural do local. Depois das explicações, será apresentada uma dramatização da
Lenda do Pego das Pias, pelo actor e encenador Rui Pisco.
As Jornadas Europeias do Património são uma
iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Europeia, com a coordenação
nacional do IGESPAR – Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e
Arqueológico, à qual o Município de Odemira se associa promovendo desde há
vários anos diversas atividades no seu território.
![]() |
| Reflexos pré-históricos? |
Azenha do Mar
Na Praia da Seiceira (Brejão | Odemira), entretanto renomeada popularmente por Praia da Amália pelo facto da célebre diva do fado ali ter construído a sua casa de praia, encontra-se abandonado um interessante engenho de moagem - a Azenha do Mar. Esta recordação etnográfica deverá estar na origem do topónimo "Azenha do Mar", um pequeno porto entre Odeceixe e Odemira.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




























































