Museo Arqueológico de Sevilla



O Museu Arqueológico da Província de Sevilha foi instituído em 1867, sendo então baptizado de "Museu de Antiguidades". A sua primeira colecção foi sobretudo composta pelo espólio proveniente das escavações em Itálica, dirigidas por volta de 1780 por D. Francisco de Bruna. Inicialmente instalado no Alcázar, o museu passou em 1875 para o Convento de la Merced.

Após a conclusão das suas obras, em 1880, o museu foi então inaugurado com uma colecção de arquitecturaesculturacerâmica e epigrafia, fazendo um sucesso imediato que superou o número de visitas de muitos museus nacionais - quase 12.000 visitas.

No entanto, a falta de espaço constituiu uma preocupação crescente, não permitindo uma adequada exposição das suas colecções, apesar da concessão de duas novas salas em 1904. Este problema foi justamente solucionado em 1941, com a ocupação do Pavilhão das Belas Artes da Exposição Latino-Americana de 1929, construído por Aníbal González no Parque de Maria Luísa. Nesta data, o Museu Arqueológico de Sevilha também recebeu em depósito o espólio do Museu Municipal de Arqueologia, criado em 1886.

Em 1962, o edifício e as respectivas colecções foram declarados Monumento Histórico Artístico.


70 anos de história e 27 salas que merecem a nossa visita...



Pré e Proto-História

Algumas curiosidades artefactuais:
Ídolos com "olhos de Sol" e ídolo antropomórfico
Valencina
| Sevilha
Ídolo placa com "olhos de Sol" Valencina | Sevilha

Potes decorados com motivos geométricos e "asas-pitorro"
Cuevas-Simas de la Veredílla
Benaocaz | Cadíz
Ponta de seta cravada em osso de cervídeo



Cerâmica decorada
Valencina de la Concepción
Sevilha
Estela de Carmona
Apresenta, além do típico guerreiro (com espada, escudo, arco e seta),
um carro de duas rodas de tipo mediterrâneo, com dois cavalos
Molde de fundição de machados

Urnas cinerárias decoradas com botões de bronze
Necrópole de Stefilla | Cultura Tartéssica
(Séc VII-VI a.C.)

Lora del Rio | Sevilha
Figurinhas de bronze
Tesouro de el Carambolo
Sevilha
Bronce Carriazo
A deusa Astarté representada entre dois prótomos de aves
Urna tipo "Cruz del Negro" apresentando círculos concêntricos
(Séc VII a.C.)



Mundo Romano | Itálica






Estátua de Mercúrio
193 cm de altura
Mármore de Paros
(Séc. II d.C.)
Itálica
| Santiponce
Sevilha
Estátua de Vénus
(117 d.C.)
Itálica
| Santiponce
Sevilha

Estátua de Diana
225 cm de altura
Mármore de Paros
(Séc. II d.C.)
Itálica
| Santiponce
Sevilha

Trajano representado como herói
220 cm de altura
(período de Adriano - 117-138 d.C.)

Itálica | Santiponce
Sevilha

Ensaios para uma Carta Arqueológica de Portugal


Projecto Experimental de Geografia Arqueológica
















Ensaios analíticos preliminares sobre um atlas temático da carta arqueológica de Portugal Continental, e mais especificamente do Algarve e Sul de Portugal.
Primeira bateria de indicadores elementares e respectiva cartografia de representação.
Fase inicial, limitada à exploração de informação primitivamente extraída da "base de dados" Endovélico (IGESPAR, Lisboa).

LINK 

Moinho do Setil | Ribeira de Lucefecit

Alandroal | Terena | São Pedro

Nas margens da Ribeira de Lucefecit, na encosta nascente do velho "castro" de Castelo Velho, harmoniosamente integradas naquelas paisagem de xistos, as ruínas de um interessante moinho e da sua represa:








«Na década de 1960, Dias (s/d.: 90) identificou cerca de 10 mil moinhos em actividade – 3 mil de vento e 7 mil de água, entre os quais 5 mil de rodízio. Tendo em conta as pesquisas levadas a cabo no Alentejo oriental, o número de moinhos hidráulicos de roda horizontal era aí bastante superior ao dos de roda vertical, que estavam confinados aos cursos de caudal reduzido que banham a área marginal ao dito alto Guadiana internacional, entre os quais as ribeiras de Varche, Vila Viçosa, Borba, Santiago Rio-de-Moinhos, Pardais e Bencatel. Os restantes cursos de água, entre eles o barranco de Quintos e os rios Caia, Guadiana, Degebe, Ardila e Brenhas, assim como as ribeiras de Lucefecit, Azevel, Alcarrache, Godelin, Odearce, Enxoé, Cardeira e Oeiras, possuíam moinhos de roda horizontal.»

«A par dos moinhos de roda horizontal, os referidos “textos” aludem às azenhas, termo que, para alguns autores, serve para designar os moinhos de água de roda vertical. Sampaio (1923) e Ribeiro (1945), por causa da derivação etimológica das palavras e pelo facto de no século X no Norte só conhecerem o moinho, quando a azenha já havia sido introduzida no Sul, são de opinião de que os moinhos que os romanos trouxeram para Portugal foram os de roda horizontal e de que as azenhas foram introduzidas pelos árabes. Dias (s/d.: 89-90) entende que esta tese é verosímil, mas impossível de comprovar. Oliveira, Galhano e Pereira (1983: 80) consideram que o argumento linguístico não é suficientemente forte para corroborar a hipótese segundo a qual a generalização das azenhas em Portugal “teria tido lugar a partir do domínio árabe”, dado que “os Romanos conheceram bem e usaram, sobretudo, a roda vertical” e uma vez que a “documentação existente sobre moinhos de água não autoriza a sua repartição com maior incidência das azenhas no Sul do país.»


in Silva, L. - Moinhos e Moleiros no Alentejo Oriental: Uma Perspectiva Etnográfica  

Sistemas de povoamento do território português no decurso do Bronze Final






















Oeiras | Fábrica da Pólvora de Barcarena | dia 23 de Outubro | 10-18 horas


Prof.ª Doutora Ana Bettencourt (Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho) – Rede de lugares do Bronze Final do noroeste do território português.

Prof. Doutor João Carlos de Senna-Martinez (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e UNIARQ) – Aspectos do Centro-Norte do Ocidente Peninsular no Final da Idade do Bronze: Povoamento, Metalurgia e Sociedade.

Prof. Doutora Raquel Vilaça (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e CEAUCP) – O povoamento da Beira Interior durante o Bronze Final: evidências, interação e simbolismos.

Prof. Doutor João Luís Cardoso (Centro de Estudos Arqueológicos do Concelho de Oeiras/Câmara Municipal de Oeiras e Universidade Aberta) – Entre o Mediterrâneo e o norte atlântico: o estuário do Tejo na viragem do ano mil a.C.

Mestre Rui Mataloto (Câmara Municipal de Redondo) – Varar horizontes: o Alentejo Central entre o II e o I milénios a.C.

Doutor António Manuel Monge Soares (Instituto Tecnológico e Nuclear/Instituto Superior Técnico/Universidade Técnica de Lisboa) – O sistema de povoamento do Bronze Final na bacia do Guadiana (Baixo Alentejo).

Dr.ª Joaquina Soares e Dr. Carlos Tavares da Silva (Centro de Estudos Arqueológicos do Museu de Arqueologia e Etnografia de Setúbal e UNIARQ) e Doutora Joaquina Soares (Museu de Arqueologia e Etnografia de Setúbal e Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa) – Ocupações do Bronze Final na Costa Sudoeste.

Mestre Carlos de Oliveira (UNIARQ/Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) – O final da Idade do Bronze no Algarve: balanço e resultados da investigação arqueológica.


... e o Sado/Arrábida?