Núcleo Museológico da Rua do Sembrano | Beja


O Núcleo Museológico da Rua do Sembrano integra um conjunto de estruturas arqueológicas que permitem, apesar de se tratar de uma área restrita no conjunto do complexo urbano de Beja, entrever alguns momentos da história desta cidade e o modo como o espaço aqui foi evoluindo. 
As escavações arqueológicas, efetuadas durante as décadas de 80 e 90 do século XX, colocaram a descoberto vestígios que se estendem, cronologicamente, desde a Pré-História até à Época Contemporânea. 
Os mais antigos, alguns fragmentos cerâmicos, apontam para uma ocupação deste local que remonta ao Calcolítico, no 3.º milénio a.C.

Atividades: 
Exposições Temporárias. 
Visitas guiadas gratuitas, em português, inglês ou castelhano, marcadas com antecedência através do telefone 284 311 920.
Acessível a visitantes com mobilidade reduzida.
Contactos:
Rua do Sembrano/Largo de S. João, 7800 - Beja.
964934162
Horário:
3.ª feira a domingo, das 9h às 13h e das 14h às 18h.
Encerra às 2.ª feiras (1/1, 1/5, 25/12).
GPS
38º00’47’’88N, 7º51’49’’14W


Museu Municipal de Faro

Cem anos após a sua fundação, marco que confere ao Museu Municipal de Faro o estatuto de um dos mais antigos museus da região algarvia, e depois de ter conhecido várias moradas, o antigo Convento de Nossa Senhora da Assunção, a sua actual sede, é de longe a que melhor lhe assenta e a que mais o valoriza. O claustro, herança arquitectónica da vida conventual, distribui pelos seus dois pisos as salas de exposição. Ao circular pelo claustro torna-se possível aceder a uma síntese das origens e história de Faro, desde a época Romana à contemporaneidade, organizada em cinco exposições permanentes:

Os Caminhos do Algarve Romano convidam-nos a ouvir a mensagem que os cidadãos romanos de Ossonoba nos legaram através da escrita epigráfica, na pedra, onde podemos descobrir desde sentimentos íntimos a dedicatórias oficiais da Respublica Ossonobense aos imperadores. 
Na Sala do Mosaico Romano o objecto de finais do século II, inícios do século III retrata o deus Oceanus. É de extrema importância para o conhecimento da cidade de Ossonoba (Faro), vindo comprovar a existência de uma área comercial na cidade extra-muros, testemunhando a vitalidade económica, comercial e social no século III.
Na Casa Islâmica, cujos objectos expostos datam entre os séculos X e XIII, originários da cidade islâmica de Santa Maria (Faro). Aqui apresentam-se artefactos da vida quotidiana numa casa islâmica do sul de Portugal. A simulação de alguns espaços da casa islâmica demonstra os hábitos culturais de uma civilização que durante cinco séculos ocupou a região algarvia.
A Pintura Antiga é constituída por um conjunto de 63 pinturas que mostram a vitalidade do Bispado do Algarve e dos mais cultos Mecenas Algarvios. A colecção reúne obras do séc. XVI ao XIX, com estilos artísticos desde o Renascimento, passando pelo Barroco, Rococó e Neoclássico.
O Algarve Encantado na Obra de Carlos Porfírio resulta da simbiose entre a recolha oral feita por Ataíde de Oliveira no final do séc. XIX e as 9 pinturas realizadas por Carlos Porfírio, em meados do século XX, inspiradas nas lendas. O imaginário das mouras encantadas sobreviveu até aos nossos dias.

Contactos:
Largo D. Afonso III, n.º 14 – 8000 – 167 Faro
Telf.:  289 897 400 | Fax 289 897 419 | dmar.dc@cm-faro.pt
o museu na web



Oceanus 

Busto de mármore de Agripina

Busto de mármore do Imperador Adriano

A Casa Islâmica

Muito "reservadamente" nas Reservas...

Museu Municipal de Arqueologia de Silves

Inaugurado em 1990, o Museu Municipal de Arqueologia de Silves foi edificado em torno do admirável Poço-Cisterna Almóada, datado do século XII-XIII e descoberto após escavações arqueológicas decorridas nos anos 80 do séc. XX, encontrando-se hoje classificado como Monumento Nacional e assumindo-se como a peça central da colecção e do discurso expositivo. Cenograficamente, o museu integra também a muralha da cidade do mesmo período, funcionando não só como acervo expositivo de significativas colecções, mas também como uma jóia do património islâmico em Portugal.
O acervo do Museu, na sua maioria proveniente das escavações decorridas na cidade e no concelho, reúne um conjunto de objectos do Paleolítico, os mais antigos, passando pelo Neolítico, pelo Calcolítico, pela Idade do Bronze, pela Idade do Ferro, pelo Período Romano e destacam-se, não só pela quantidade, mas também pela qualidade e excepção, as peças do Período Medieval, com destaque para o Período Muçulmano – Omíada, Califal, Taifa, Almorávida e Almóada, desde o século VIII ao século XIII, na sua maior parte do período Almóada, dos séculos XII-XIII –, que são prova da riqueza e da importância da cidade naquele período histórico.
A colecção reúne, ainda, um importante conjunto de objectos do período moderno – séculos XV, XVI e XVII –, que demonstra a influência das rotas comerciais e a importância das trocas e contactos da cidade com outras regiões do globo. Dividida em oito núcleos temáticos, a colecção poderá ser visitada cronologicamente desde o Paleolítico até ao século XVII.
É parceiro desde 2005 da organização Museum With no Frontiers, na secção Discover Islamic Art.
É membro, deste Março de 2008, da Rede de Museus do Algarve, juntamente com outros Museus da região, projecto que visa a cooperação e parceria entre instituições museológicas.
Contactos
:
Rua da Porta de Loulé, nº14 8300 Silves
Telf.: 282 444 832 | 282 440 800 | museu.municipal@cm-silves.pt
http://www.cm-silves.pt
37º11’20.48” N , 8º26’20.52”W


Púcaros do Período Omíada 
Séc. VIII-IX

Menir (-estela) do Monte da Alfarrobeira

Fortaleza de Sagres | Vila do Bispo




“O mar sem fim é português”
Fernando Pessoa, Mensagem

A Fortaleza de Sagres, também referida como Castelo de Sagres ou Forte de Sagres, apresenta-se como um Monumento Nacional localizado em posição dominante coroando a Ponta de Sagres, no sudoeste do Algarve, em Portugal.
Sagres constituiu, ao longo da história, uma privilegiada região de cruzamento de rotas entre o Mediterrâneo e o Oceano Atlântico, um porto de pescadores e de comerciantes de várias nações, mas também um território fortemente assolado por corsários.
A imponente fortificação de Sagres impõe-se como o prolongamento humano do rochedo natural e foi durante séculos a principal praça de guerra de um importante sistema geo-estratégico de defesa marítima. A política da Expansão portuguesa, nos séculos XV e XVI, levou à fundação da Vila do Infante.
A Fortaleza é erigida no primeiro quartel do século XV, ficando indissociavelmente ligada aos Descobrimentos e à figura do seu promotor, o Infante D. Henrique. A sua importância maior registou-se durante essa centúria e a seguinte, pois este espaço foi, segundo a tradição histórica,  a base de operações marítimas da expansão náutica portuguesa.
Um período de decadência ocorreu após a perda da Independência, quando em 1587 os corsários ingleses, comandados por Sir. Francis Drake, a arrasaram e pilharam. Nessa altura, as muralhas eram compostas por duas cortinas defensivas e tinham uma configuração em “zigue-zague”. 
Intramuros, encontra-se ainda a Ermida de Nossa Senhora da Graça, um pequeno templo fundado por D. Henrique em 1459, entretanto remodelado em 1570. Adossado à segunda muralha situava-se a casa do governador militar, para além das respectivas casernas; numa das extremidades elevava-se uma torre de defesa. As primitivas defesas quatrocentistas foram reforçadas por dois baluartes construídos no reinado de D. Sebastião, mais tarde acrescentados por um revelim central, vindo reforçar a defesa da porta principal da fortaleza.
No entanto, a Fortaleza de Sagres passa por uma profunda e definitiva metamorfose nos finais do século XVIII (1793), empreendimento levado a cabo pelo engenheiro-militar José de Sande de Vasconcelos e que elimina todos os vestígios materiais das construções anteriores. A nova configuração recorre a dois baluartes nos flancos, unificados por um  protector revelim central.
Ao longo dos tempos, os diversos edifícios no interior da fortificação sofreram diversas obras de readaptação. Nos restauros pretensamente históricos da década de 50 do século XX foi descoberta uma “rosa dos ventos”, estrutura que poderá remontar ao século XV. Com cerca 43 metros de diâmetro, desenhada no solo com alinhamentos de pedra, poderá ter servido de gnomon – relógio de Sol.
Sagres e a sua fortaleza foram alvo de nova intervenção nos anos 80, apenas finalizada em 1997 – envolvida por forte controvérsia, tratou-se de uma empreitada que procurou valorizar a fortaleza e as suas estruturas arquitectónicas. Neste âmbito foram criados um centro de exposições, uma sala multimédia, uma loja e um espaço de restauração. Seja como for, apesar das polémicas alterações “neo-modernas”, Sagres continua a assinalar a modernidade de Portugal e recordará sempre o início da abertura dos mares e da descoberta de novos mundos.
Sagres revela-se hoje como um singular palco de memória onde a natureza, a história, o sagrado e o homem se conjugam de forma exemplar e simbiótica.
Da sua alta falésia escarpada, constantemente batida pelo mar e pelo vento, o visitante usufrui de uma deslumbrante panorâmica sobre a costa, com destaque para as enseadas de Sagres, para o cabo de São Vicente (extremo sudoeste do continente europeu) e a para a imensidão do Oceano Atlântico. A própria fortificação e as suas imediações, integradas no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, oferecem a possibilidade de um olhar próximo ao património natural da costa, especialmente no que se refere à sua flora, abrigando algumas das espécies endémica mais representativas da região como, por exemplo, o porro-bravo (Allium ampeloprasum), a erva-divina (Armeria welwitschii), o pampilho-marítimo (Asteriscus maritimus), o perrexil-do-mar (Crithmum maritimum), o zimbreiro (Juniperus turbinata), a Malva sylvestris, o narciso-das-areias (Pancratium maritimum), e o esparto ou espargo (Spartium junceum).
Também, nos finais do Verão, a partir de Setembro, a região de Sagres (a par do Estreito de Gibraltar) transforma-se numa verdadeira "ponte" de migração para diversas espécies de aves, entre o continente europeu e África, proporcionando aos ornitólogos e a qualquer interessado um privilegiado cenário de observação.